9 de mar de 2010

Que o Olhar feminino Tome Conta de Nós

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“Dei um Google” na palavra mulher. Nas sugestões de pesquisa apareceu: “mulher melancia, mulher sem roupa, mulherada boa, mulherão, mulher procura homem, mulher gata”. A pesquisa propriamente dita ofereceu-me em 1º lugar “mulher pelada”, um site de fotos de mulheres sem roupas obviamente...
Vivemos mais de 2010 anos pra começarmos a perceber que o mundo não é nada daquilo que contaram pra nós!
Em 1857, tempo que a mulher era totalmente discriminada no mundo todo, operárias fizeram uma greve reivindicando direitos trabalhistas iguais aos dos operários do sexo masculino: Trancaram a fábrica e atearam fogo nela, matando cerca de 130 mulheres carbonizadas. Era dia 8 de março e isto aconteceu em Nova Iorque. Passaram-se 53 anos para que a Dinamarca fizesse do dia 08 de março o Dia Internacional da Mulher. Depois disso, transcorreram mais 65 anos até que a ONU oficializasse esta data e, vamos combinar que a desigualdade ainda persiste por aqui mais brandamente, em alguns países tal e qual era antigamente. Mudar mentalidades naquilo que favorece apenas uma maioria é um processo pra lá de lento e muito doloroso, por maior que seja a minoria em questão. Sorte nossa que o mundo não tem um prazo de validade explícito... Enquanto a terra girar pode-se ter esperança de que algum dia todos poderemos ser iguais diante dos nossos próprios olhares! Podemos ter certeza que se cada um matar o seu leão por dia, teremos uma sociedade respirável para todos. Mas tudo começa pelo nosso olhar e se concretiza através das nossas ações.
Como vemos a mulher?  Parece que depende da relação que tenhamos com ela. Uns vêm a mãe, outros a namorada, a amiga, irmã e até há quem a veja do jeito que mostra uma rápida pesquisa na net... A mulher já foi vista como o sexo frágil, como o sexo forte. Hoje dizem que ela anda por aí competindo com os homens, isso depende do ponto de vista, nos estabelecimentos especializados em estética bem pode ser o contrário... 

Não deveríamos ver as pessoas de forma tão particular e pessoal, bastaria que víssemos a mulher como gente e já estaríamos habituados a ver todos os demais segmentos da humanidade com igualdade, pois ainda que com as nossas diferenças pessoais somos exatamente iguais: Pessoas, portadoras das mesmas necessidades de afeto e respeito; lutando por um espaço, pela felicidade, pela parte que nos cabe de amor. Sem amor, não há igualdade e sem igualdade não existe liberdade. Isso me faz pensar que o 3º sexo é uma realidade. Existe um conjunto de comportamentos que o caracteriza e permite que ele seja reconhecido mesmo numa breve convivência. Como há as características masculinas e femininas, existem aspectos que distinguem pessoas que começamos de modo genérico, a chamar de “gays”. A quem me disser: “isso é comportamento”, responderei: Então, não deveríamos separar pessoas a partir da sexualidade, algo tão pessoal e particular... E se houvesse necessidade uma triagem, usando-se como critério o sexo (e não comportamento sexual), que separação haveria para ser feita? Ao meu ver apenas REPARAÇÃO. Vivemos num momento de reconhecimento, de unir e jamais separar, segmentar. O mundo está dividido, entre ricos e pobres. Entre os que tem oportunidades e os que não a possuem. Os que são respeitados e os que são ignorados e humilhados. Historicamente a mulher lida com isso tudo, seja sofrendo ou amparando os que sofrem, então que este espírito feminino, não se perca para que a humanidade não esteja de todo perdida. 
 Que o olhar feminino de amparo, proteção e carinho possa tomar conta do mundo e mantê-lo seguro e tranqüilo como num colo de mãe, mãe que se caracteriza por não fazer diferença entre os seus filhos. São as mulheres que geram, cuidam das sementes que formam a nossa sociedade, tratemos bem delas para que o mundo não nos maltrate. Que a mulher se veja em toda a sua plenitude, que sejamos conscientes da importância de sermos o que somos: pessoas iguais, pois que tudo mais é apenas acessório, as diferenças são uma invenção que tornou o mundo triste. No mês da mulher pense no seu lado feminino, se não tiver (será uma pena ainda não tê-lo descoberto) cuide do lado feminino da pessoa que você ama, se ela diz que não tem, cuide assim mesmo, vai ser bom, você vai gostar e ela (a pessoa que você ama) não precisa saber, pelo menos até que possa  entender.

2 comentários:

  1. Nossa Rozzi..Tão especial esse discernimento do que somos...queria que ele fosse lido por muitas...muitas pessoas mesmo...
    Um grande abraço...

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  2. Ah, vai espalhando por aí! Beijos e obrigada pela visita! Abraço.

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